Welcome to Boracay


Boracay, one of the best known islands in the Philippines, it could easily be compared to Ibiza, once a secret paradise, those days are far behind and the place gets overwhelming packed in high season.

May is the peak season, contrary to Europe, here children are on school break and for that reason most of it is full and overpriced. The Philippines attract an Asian market and mostly have a deeper pocket than we do.
From landing in Caticlan airport to reaching Boracay one could easily be overwhelmed by the surroundings. There’s also an endless number of schemes/ scams to extort money from anyone looking like they don’t belong, a million eyes are required to not fall for these, but even the official prices can look suspicious. Do not be surprised if you find yourself paying a terminal fee, this extra fee comes on top of the your boat ticket and environmental fee… This means you will only board after ending up payment for 3 different prices = 3 different tickets…!
A short 15min ride and we reached Boracay. The 30min ride on the tricycle made us feel like we came to the wrong place. A very rural, dirty and beyond chaotic place, narrow mudy roads, shed like houses, litter on the ground, chickens everyone, open sewages and a general sense of disorder. After a while on this picturesque landscape, we see the big M.
Unbelievably, McDonalds is here, and all out of the sudden we seen to have reach some sort of civilization. All seems to be tourist-oriented, very little of what you see was kept genuine.
The island has a dog bone shape and the main areas are divided into stations, tricycle drivers will charge according to that. Station 3, closer to the pier where the boat leaves you, is budget friendly backpackers, though not as cheap as one would expect, specially considering the quality. Station 2 is the most central one, the mid section of white beach, a long stretch of golden sand, coconut trees and turquoise sea. Depict the fact that it was high season, the beach was not exactly packed at day time. Korean, Japanese and Chinese tourists avoid the strong sun and most times only show up at sunset.
From station 2 to station 1 at the far end of the island, prices increase even more but so does the quality. As you get closer to the iconic Puka beach, resorts are more common.
We stayed in station 2. The island has two main beaches, the White Beach, about 4km long of beautiful sand with hotels lined up, and precisely on the opposite side there’s Bulabog beach, mostly a kite/windsurf beach, nicely set with coconuts, fruit trees, and greenery along the sand line. From one short end to the other its only around 15min walk but the scene changes dramatically.
On the White Beach side all seems to be tourist-oriented. Many many bars, cocktails on the beach kind of place, a lot of over priced restaurants, a few supermarkets (think of this more like a convenience store) and at least 3 McDonald’s facing the sand. It would have been hard for it to be more commercial and less genuine.
Last year, 2016, Boracay has reached a record-high 1.7 million tourists, half of it foreign arrivals and almost 50% being Korean and Chinese. Walking around in Boracay, statistically speaking, you’re as likely to see a Filipino as you are of seeing a Korean/Chinese person!
On the other side though things are different. This is where you see where locals live. Shed like homes, made of bamboo, pieces of timber and a light tin roof are the usual type of accommodation. God only knows how much of it survives to the rainy season if any at all. The once only fisherman village has become more than it probably should. Homestays, hotels, hostels, resorts and all in between are taking more and more space from the original settlements, isolating the locals to areas that are not seen to the naked eye.
If during the day the beach is nearly empty, at sunset everyone comes out.  From the so called D-mall, which is in fact a commercial area filled with small shops all the way to the beach front, all gets really crowed. Korean restaurants, serving sea food and other traditional delicacies are popular around here. The typical Filipino is somewhat an American style kind of place. Overall, prices are much above the expected.
One of the best terms of comparison must be this: the most typical pastries one can get at a bakery shop are probably the ensaymadas. Ensaymadas are somewhat a kind of sweet bread, light dough, fluffy and covered with sugar. At any bakery you’ll find these at 5pesos, that is roughly 10cents of USD. On the other hand, finding a meal for less than 400/500pesos each, that’s 8 to 10USD, nearly 100 times more than the pastry is close to impossible. A massive disparaty.
Boracay was amazing, but unfortunately things have changed and not for the better. If sometimes a place can be a rough diamond, in this case it feels as if the diamond was there at first and now it’s now just a shadow of what it used to be.
A good piece of advice: in order to experience the good things this still has to offer, go in low season, for sure you’ll get a more authentic perspective!
Tip: Look for local bakeries, in particular this one next to D´mall! Also, don’t miss the chance to visit this amazing place: Spider House even if you don’t sleep there, it’s definitely worth checking it out! 

A brief summary of our costs for 4 nights:

  • Lodging: 80 USD
  • Food: 100 USD
  • Transport: 24 USD

Total: 204 USD

See you in Bohol!

 


Boracay, uma das ilhas mais conhecidas das Filipinas, poderia facilmente ser comparada a Ibiza, outrora um paraíso escondido, hoje em dia um destino que fica totalmente inundado de turistas na época alta.

Maio é época alta, muito alta diga-se, contrariamente à maior parte da Europa, aqui as crianças estão em férias escolares e por isso a maior parte dos sítios está cheio e inflacionado. Além disso, as Filipinas atraem um mercado de turismo asiático que, por norma, tem uma carteira mais recheada que a nossa.

Desde do aeroporto de Caticlan e até chegar a Boracay são vários os esquemas de extorsão a qualquer um que não pareça pertencer e, por isso, é preciso mil olhos até nos ditos preços ‘oficiais’. Não se surpreendam se acabarem por ter de pagar uma taxa de terminal em cima do preço de bilhete, que por sua vez vem acompanhado com uma taxa ambiental. Ou seja, antes de embarcar no precário barco que faz a travessia Caticlan-Boracay, pagam-se 3 taxas, 3 bilhetes diferentes…!

Uns curtos 15 minutos e chegamos. Outros 30 minutos num triciclo mal amanhado e pensamos que devemos estar no sítio errado. Uma zona extremamente rural, caminhos mal pavimentados, esgoto a céu aberto a correr em paralelo com a rua lamacenta, casas tipo cabanas, lixo, muito lixo, galinhas por aqui e por ali. Uma desordem total.
Pouco depois desta visão pitoresca, vemos o grande M. Por incrível que pareça, o McDonalds chegou aqui e é a primeira coisa que vemos antes de sequer reconhecermos o que apareceria metros à frente, aquilo que seria a zona civilizada. Tudo altamente orientado para o turista e muito pouco genuíno.
A ilha tem uma forma rectangular e as suas áreas principais dividem-se em 3 estações, quem conduz os triciclos cobra de acordo com a estação para onde se vai de forma, mais ou menos, justa. A estação 3, a mais próxima do porto, será a mais económica em termos de alojamento, apesar de deixar muito a desejar no que respeita à qualidade. A parte central da ilha corresponde à estação 2, que é também a zona principal da famosa White Beach, a praia de areias brancas e finas, côcos e mar turquesa. Apesar de ser época alta, a praia nunca esteve cheia durante o dia. O tal turismo Asiático evita o sol quente das horas perigosas e só aparece ao por do sol.
Da estação 2 para a 1, e à medida que nos aproximamos da ponta da ilha, os preços aumentam mas também aumenta a qualidade dos hotéis e resorts e a chegar à icónica Puka Beach este tipo de alojamento é o mais vulgar.
A ilha tem duas prais grandes, a White Beach, cerca de 4km de um fabuloso areal que se extende ao longo dos inúmeros hóteis e, precisamente do lado oposto, Bulabog Beach, acima de tudo uma praia para kite e windsurf, mais selvagem, onde mais côcos e vegetação percorrem a praia. De um estreito ao outro da ilha demora-se cerca de 15min a pé mas o cenário muda dramaticamente.
Do lado da White Beach tudo se vende. Muitos muitos bares, género cocktails na praia, um sem número de restaurantes inflacionados, alguns supermercados (entenda-se algo do género de uma loja de conveniencia) e pelo menos 3 McDonalds de frente para o mar. Seria díficil ter tornado este outrora paraíso em algo mais comercial e menos genuíno.
Só durante o ano passado, 2016, Boracay atingiu um recorde de 1,7 milhoes de turistas, metade estrangeiros e cerca de 50% sendo Sul Coreanos e Chineses. Quem anda a pé em Boracay, e estatiscamente falando, é tão provável encontrar um Filipino como um Coreano/Chinês!
Do outro lado da ilha as coisas são diferentes. Aqui é onde os locais vivem. Barracos na praia, numa combinação de bambu, madeira e telhados de lata, este é o tipo de casa que se vê. Sabe Deus quanto daquilo sobrevive às chuvas, se é que alguma coisa sobrevive de todo. A vila outrora piscatória tornou-se em algo maior do que provavelmente deveria. Homestays (algo semelhante a uma residencial), hotéis, hostéis, resorts e outros afim tomam mais e mais espaço daquilo que Boracay foi, e isolam a populaçao local que, por sua vez, já não é, nos dias de hoje, sequer vista a olho nu.
Se durante o dia a praia está praticamente vazia, é quando o sol se põe que um mar de gente invade as ruas – algumas arriscam até pôr o pé na areia para, vestidos de cima abaixo, fazer a pose e tirar a foto da praxe. Do espaço comercial central, o chamado D-mall, que nada mais é que um porta sim-porta não de lojinhas, até à praia, tudo fica entupido. Os restaurantes servem o marisco e outras coisas típicas para asiaticos; já os Filipino são mais estilo Americano: fritos e fast food. No geral, os preços são altos, em particular para o que vendem.
Um dos melhores termos de comparação são as padarias. O bolo mais tradicional que se pode encontrar numa padaria das Filipinas é, talvez, as Ensaymadas. Uma espécie de pão doce, bastante fofo e com açúcar no topo. O preço é consistente, provavelmente por ser dirigido aos locais, e custa menos de 10 cêntimos. No entanto, encontrar uma refeição que custe menos de 400/500pesos por pessoa, cerca de 8 a 10USD, portanto, 100 vezes mais caro que um bolo, é praticamente impossível.
A melhor dica que podemos deixar é ir em época baixa para que a experiência seja um pouco mais genuína.
Boracay é incrível mas infelizmente muito mudou com o passar dos anos e não para melhor. Se por vezes um destino pode ser um diamante em bruto, neste caso sentimos que o diamante já lá estava numa primeira instância e é agora uma sombra daquilo que ja foi.
Dica: As padarias locais vendem uma data de coisas boas a um preço imbatível, em particular a da esquina do D´mall! Vale também a pena checar este sítio: Spider House
Mesmo que não fiquem lá a dormir, vale uma visita!
Um pequeno sumário dos nossos gastos para 4 noites:
  • Alojamento: 80 USD
  • Alimentação: 100 USD
  • Transportes: 24 USD

Total: 204 USD

Vemo-nos em Bohol!

Welcome to Manila!

 

A city as big and alive as we’ve never seen before, this is truly a metropolis! There’s little words to describe the vibe you feel here, clearly developed, clearly poor, the disparities are present in every corner you look at and it doesn’t take much time for the city to surprise you, both in good and bad ways.

We arrived in May, a very hot and tremendously humid month, which added to an exhaustive flight, can really put you off and doesn’t quite helps on first impressions! Nevertheless, it didn’t take long for this to be superseded. As you exit the airport you understand two things: one is that Manila‘s airport surrounding area is prepared to be used for any tourists landing here with little time to visit. Casinos, mega shopping centres, hotels, and anything entertainment-related is a stone thrown away from the arrivals hall. The second thing you immediately see is poverty. As I’ve never seen before.
And this was shocking. I’ll come back to this later.
We stayed in a studio apartment (Airbnb) in Gil Puyat. Light Rail Train serves this area and we’ve used it a lot. Public transportation works well, but Manila is overcrowded and so are the trains. Again, with heat and humidity the trains feel even smaller, busier and air becomes heavier. Another way of getting around are the jeepneys. In older days, these were left by the US military and then customised, ornamented and used as public transport. In our days these are no longer the same original jeeps but instead a Philippine made version. It continues to serve the same purposes: it covers relatively short distances at a very affordable price, 6 pesos, 12 cents (USD). Make no mistake, the hectic drive along a city that has so many cars, motorbikes, tricycles, people, trucks, buses and stray animals is an adventure on its own. Open at the back and sideways, you simply hop on as the driver stops/slows down. We did a few trips on these, not that these are tourist at all, but quite frankly, the city is not a very touristic one, not for ocidental at least. Korean, Japanese, Chinese and Taiwan seem to be the main visitors along with the nationals of course.
One of the scenes that impressed us the most, as mentioned above, was the poverty. This episode in particular where we were on the jeepney and all of the sudden this child hops on, bare feet, messy hair, ripped clothes, dirt and dust all over. He couldn’t be more than seven or eight years old. He set, looked at us, extended his hand holding a paper cup and started singing. Some sort of a lullaby. In Tagalog most likely. We couldn’t tell. He took almost 2 minutes or so. Most people didn’t make much case of it, they reacted as those who become apathetic after seeing too many and too much. The boy was innocuous. He left after the song, back to the street. It is shocking. To see so much misery, so many people sleeping on the streets, entire families lost on a life that will most likely be forgotten by others, wasted and perpetuated onto the next generations. And that really is what becomes so dangerous. The fact that children still on diapers are already on the streets of the capital.
The real estate and property sector is booming here, and with it slums and shanti towns are a hassle. There’s no space for both and to the eyes of those who rule, the one that generates income must prevail – this is valid for most, or at least many cities across Europe, the  problem starts when there’s no social responsibility over the people that become homeless due to the construction of a new residential condo. Even when the option of relocation is given to the occupiers, it’s most frequently too far. Being a fragile community, with limited resources and struggles, finding a job on a different environment most times doesn’t quite work well. This means people end up returning to Metro Manila, and going from shanti occupiers or squatters to becoming homeless.
We are talking about serious numbers, with over a quarter of Metro Manila population living in informal settlements, that’s about 3 million people on the streets.
Manila didn’t feel safe. How could it when there’s so much poverty anyway. But it wasn’t just that. It’s an over populated metropolis, Metro Manila being 12.8 millions.
Walking around areas like Rizal Park, the city’s urban park, one of the largest in Asia you don’t feel unsafe, it’s when you mingle among the locals that realize the fear and the treat that prevails. Security men, armed to the teeth at shop fronts, banks, pharmacies, metro stations, restaurants, apartment block lobbies and pretty much any other business or privately owned property.
But Manila is not just this. It’s also for their people. Being a person that truly loves to visit and explore markets, I always feel these are somehow a reflection of the way locals live, what they sell is what they take home, many times it’s where you see in an authentic way what people eat, what are the things they buy, what’s common. And to establish one’s normality gives you a deeper insight on the way they live. Manila has a lot of shopping centres but it also has an extraordinary number of street markets, happening anywhere and everywhere! Manila‘s Chinatown is considered to be the oldest one, and it’s also known as Binondo. We went after lunch, walked for hours but the market place seemed to be endless. They sell everything, from fruit and vegetables, to clothes, shoes, electronics, underwear, gadgets of all sorts and even mobiles (which looked as if they belonged to someone’s). Such an impressive and overwhelming place, I doubt any photograph does it justice.
The other place to visit would be the Intramuros. Now, this really feels like we were dislocated from Manila and placed somewhere in Europe! Intramuros, or walled city, is part of the Spanish heritage and a memory of their presence for long years. Even though its buildings look relatively well preserved there’s little sense of respect for the site that is, since 2010, “on the verge” of irreparable loss and destruction as referred by the Global Heritage Fund. Take your time and really walk around this place, there’s many architectural patrimony to see that is definitely worth the visit. Also not to miss is the religious heritage here. In particular San Augustine Church, a spectacular piece of Baroque architecture, very well maintained, part of UNESCO World Heritage Site and the Catedral of Manila, a building that has been rebuilt many times through the years due to the number of natural disasters as well as bombing during WW2. The Manila Catedral is quite modernized as a consequence of the rebuilding. We finished the trip to Intramuros at the Fort, just by the end.
But if you really want to escape from Manila while still being in Manila, then Greenbelt is the place. A totally new area of the city, high-end, well design and a true gem in the middle of the capital, this is quite a surprise to the eye.
On the other side of Manila is City of Dreams, the iconic poker place, a gaming resort & casino area where the city’s contrasts are bigger than anywhere else. If you take the LRT to the closest station, it will bring you to Baclaran, a short 15min walk from the place where high stake poker players come to win millions, but walking here no one feels like a million dollars. The poverty (and those affected) are neighbours to one of the places in Asia that sees more cash passing from hands to hands. The irony here is that one can totally forget about the improvised tents that serve as shelter, card boards used as beds for those who can’t even afford the makeshift homes hastily built from scrap or the tunnel like homes of the shanty houses in P. Casal District by the creek.
Manila is tough. It certainly opens your eyes to a reality that is unknown for some many of us. But one thing comes across my mind when I think of Filipino people: the hospitality and the always so nice smile. Thank you for not losing your grace!
See you in Boracay & Bohol!

Welcome to Manila!

Uma cidade tão grande e movimentada como nunca antes tinhamos visto, isto é, de facto, uma metrópole. Não há palavras para descrever o que se sente quando aqui se chega; claramente uma cidade desenvolvida, claramente uma cidade pobre; as disparidades estão presentes a cada canto e facilmente a cidade nos surpreende pela positiva mas não  só.

Chegamos em Maio, um mês quente e extremamente húmido, o que juntando a um voo longo e exaustivo, pode realmente deixar pouco espaço para as primeiras impressões serem positivas. Mas não por muito tempo. À medida que se sai do aeroporto percebem-se duas coisas: a primeira é que a zona que envolve o aeroporto está preparada para receber turistas que aqui façam escala e queiram pernoitar na cidade sem realmente irem à cidade. Há casinos, shoppings, hotéis e toda uma parafernália de serviços destinados a um turista que não esteja interessado em ver muito além do perímetro do aeroporto. A segunda coisa que vê imediatamente é pobreza. Como nunca tínhamos visto antes, escandalosamente exposta. Mas voltaremos a este assunto mais abaixo.
Ficamos num apartamento tipo estúdio, através do Airbnb, na zona de Gil Puyat. O Light Rail Train, uma espécie de comboio urbano/ metro de superfície serve esta área e nós usamos bastante este meio de transporte. Na verdade, os transportes públicos funcionam bem, apesar de Manila ser uma cidade bastante sobrelotada e as carruagens reflectirem isso mesmo. Mais uma vez o calor e a humidade fazem-se sentir, o espaço sente-se cada vez mais pequeno e até o ar parece mais pesado. Uma outra forma de nos deslocarmos pela cidade são os Jeepneys. Outrora parte da frota Americana nos tempos da Segunda Guerra Mundial, estes carros foram deixados pelos militares e por sua vez customizados e ornamentados para serem usados como transporte público. Nos nossos dias, estes ja não são os originais mas sim uma versão de produção Filipina. Continuam a servir o mesmo propósito: cobrem distâncias relativamente curtas, a um preço extremamente baixo, 8 pesos, cerca de 15 centimos de dolar (USD). Mas perceba-se o seguinte, a viagem pela cidade é absolutamente alucinante, entre carros, motas, triciclos género tuk-tuk, autocarros, camiões, e animais abandonados, tornando-se por si só uma aventura a bordo.
De caixa aberta atrás, este jeep convertido e alongado, tem aberturas laterais e simplesmente se entra pela traseira quando o condutor pára ou abranda. Fizemos algumas viagens nestes Jeepneys, apesar de não  serem propriamente uma forma muito turística, mas na verdade a cidade não é muito turística, pelo menos não para ocidentais. Vê-se gente da Coreia, Japão, China e Taiwan, e claro turismo nacional.Uma das cenas que mais nos impressionou foi, como mencionado, a pobreza. Este episódio em particular passou-se durante uma viagem de Jeepney quando de súbito uma criança sobe abordo, descalça, cabelo desgrenhado, roupas velhas e rasgadas, sujo e coberto de imundice. O miúdo não podia ter mais de sete ou oito anos. Chegou, sentou-se ao nosso lado, estendeu a mão com um copo de papel para esmolas e começou a cantar. Uma espécie de música infantil, provavelmente em Tagalog. Demorou o tempo que precisou, cantou do início ao fim, uns dois minutos. A maior parte das pessoas não fez muito caso, reagiram como quem já se tornou apático de ver muitos e demasiados. O rapaz era inócuo. Saiu após ter acabado a canção e voltou para a rua. Isto era chocante. Ver tanta miséria, tanta e tanta gente a dormir na rua, famílias inteiras perdidas numa vida que muito provavelmente será esquecida por todos, desperdiçada e perpetuada para as gerações seguintes. E isso é precisamente o que se torna tão perigoso. O facto de vermos crianças ainda de fraldas já descalças nas ruas da capital.
O mercado imobiliário está a ter um crescimento exponencial e com isso as favelas e bairros de lata tornam-se um empecilho. Não há espaço para ambos e aos olhos de quem tem o poder para decidir, aquele que gera lucro tem preferência – isto é válido para a maior parte, ou pelo menos para muitas cidades Europeias, o problema começa quando não há qualquer responsabilidade social sobre as pessoas que se tornam sem-abrigo por força de mais um edifício de habitação. Mesmo quando a opção de realojamento é posta em cima da mesa, muitas vezes não é uma solução, o realojamento é demasiado longe e a comunidade demasiado frágil nos recursos que tem, tanto que encontrar um novo emprego e forma de sustento noutra área da cidade, ou até mesmo nos subúrbios torna-se insustentável. Como consequências, os antigos moradores de bairros de lata, não sendo capazes de se integrar na zona a eles proposta, regressam à cidade, passando a estar numa situação ainda mais vulnerável e fragilizada. E o número de sem-abrigos volta então a aumentar. Estamos a falar de um quarto da população de Metro Manila (zona metropolitana de Manila)  a viver em condições  informais, entenda-se cerca de 3 milhões de pessoas nas ruas ou em situações altamente precárias.
Manila não nos fez sentir seguros, não é de admirar havendo tanta pobreza. Mas não é só isso. É uma metrópole, sobrepopulada, com 12,8 milhões de habitantes. Passear junto ao Parque Rizal, o parque urbano da cidade, e o maior da Ásia, não nos pareceu inseguro, o problema surge quando nos misturamos com os locais que sentimos medo. Há uma insegurança constante que prevalece nos sítios mais improváveis. Seguranças armados até aos dentes, guardam as portas das lojas, das farmácias, dos restaurantes, das estações de metro, dos lobbies de blocos de apartamentos e praticamente todo e qualquer negócio ou propriedade privada de grande escala.

Mas Manila é mais do que isto. É também uma cidade das suas pessoas. Visitar um mercado, ou até mesmo um supermercado, dá-nos uma perspectiva bastante realista de como os locais vivem; o que se vende é, em última instância muitas vezes o que as pessoas comem, o que levam para casa, o que é o `normal´. Estabelecer essa normalidade permite-nos entender como essas pessoas vivem. Manila tem dezenas de centros comerciais mas tem também um enorme número de mercados de rua, em todo e qualquer lado. A Chinatown de Manila, considerada a mais antiga do mundo dá também pelo nome de Binondo. Fomos depois do almoço e já o sol se estava a pôr quando decidimos que tínhamos de encurtar a visita. Horas e horas a pé, num mercado que parece não acabar, que vende de tudo e mais alguma coisa. Desde fruta e vegetais a roupas, electrónica, sapatos, roupa interior, gadgets de toda a categoria e até telemóveis de última geração (que certamente pertenceriam a alguém). A dimensão deste lugar é incrível e nenhuma foto lhe faz justiça.

Um outro lugar imperdível é Intramuros. Neste caso, sentimo-nos totalmente deslocados de Manila e perdidos em qualquer zona histórica duma cidade europeia. Intramuros, como o próprio nome diz, é a antiga zona muralhada da cidade, parte do património Espanhol e memória da sua longa presença. Apesar dos edifícios estarem relativamente bem preservados, há uma falta de sensibilidade e respeito pelo local que, desde de 2010 está no limite de danos irreparáveis de perda e destruição, tal como é referido pelo Global Heritage Fund. Vale a pena perder tempo e deambular por esta parte da cidade, sem dúvida uma realidade paralela que nos transporta para outros tempos. Há um enorme espólio arquitectónico, tanto urbano como religioso, como é o caso da Igreja de S. Agostinho, arquitectura barroca, bastante bem conservado e qualificado como Património da Humanidade pela Unesco. A Catedral de Manila que se encontra a escassos metros, sofreu ao longo dos anos variadíssimas reconstruções devidas a desastres naturais bem como um bombardeamento durante a 2ª Guerra Mundial e é, portanto, bastante moderna. Para terminar a visita, há o Forte que baliza os limites da muralha.

Mas para quem quer escapar de Manila, sem sair de Manila, então a zona do Greenbelt é o local ideal. Uma área totalmente nova da cidade, de luxo, bem desenhada, um diamante no meio da capital. Sem dúvida uma surpresa.

Do outro lado de Manila está a City of Dreams, o mítico local para jogar poker, um resorte & casino de jogo numa zona da cidade onde os contrastes são mais e maiores que em qualquer outro lado. Saindo da estacao de Baclaran, LRT, sao cerca de 15minutos a pé até onde jogadores de poker de alto nível vão para ganhar milhares, mas andar a pé nesta zona não deixa ninguém a sentir-se que vale milhares. A pobreza (e os que por ela são  afectados) é vizinha de um dos sítios na Ásia que vê mais dinheiro a circular em forma de fichas, de mão em mão. A ironia é que aqui dentro deste casino megalómano qualquer um se consegue esquecer das tendas improvisadas que servem de abrigo aos que não tem tecto, dos cartões que servem de cama para quem nem uma casa de lata pode pagar nos bairros de P. Casal, junto ao Creek.

Manila é uma cidade duríssima, de certo modo, abre os nossos olhos a uma realidade que nos é desconhecida. Ainda assim, a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos no povo filipino é sempre a mesma: a hospitalidade e o sorriso.

Obrigada por não perderem a vossa graça.

Vemo-nos em Boracay & Bohol

Welcome to Hanoi!

One of the busiest places we’ve been so far, Hanoi is kept unchanged. Its socialist past is still present and somehow you feel as if the time has stopped. The narrow buildings with only 2 or 3 floors are left as they were, the streets are still occupied by the locals, the food is still prepared and cooked as it was before.

To some extent, people still live as they did! Bare in mind the following: this is Vietnam’s capital, yet it didn’t feel as if the 21st century reached here. This means that whoever decides to travel here gets to see this part of the world on a different perspective. People seem to live simpler lives. Time seems to pass on a slower pace. On the other hand, one can also feel overwhelmed by the lack services, the total disregard for hygiene and sanitation, the absent of any notion for civic manners, i.e., garbage being thrown from shops to the street, and I mean literally flying off the door and landing wherever it does.
We stayed in the Old Quarter, a busy area, not just because it is a preferred spot for tourist but also because it still gathers a lot of that Hanoi is. The essence of the Old Quarter remains there, streets were named after the different trades and even in our days this is reflected on what they sell. Everything from the one that only sells tools, to the one that sells paper kites! As crazy as this may sound, most of this traditional retail is successful, there’s no big shopping malls, most of the international brands have not reached here (with some exceptions of course), and so the old fashion shops have a chance to thrive. And it’s just incredible to see that.
Forget about traffic rules. This is Hanoi, and if you wish to walk around, know this, cars won’t stop for you if you just stand there, bikes won’t slow down if they think you want to cross the road. Look both ways, see if you have the necessary time frame required for the first two or three steps and take a chance. That’s how you cross a road in Hanoi. After a couple of days we felt we were truly mastering this!
We took the bus most times. Public transports seem to work really well (despite being relatively old) and can you take pretty much anywhere. One would say it is not a safe way to travel. We were on a bus from rural Hanoi to city centre, 50+ children and the driver seemed not to really understand what his lane was. If overtaking is needed, the bus would honk as much as required so that any vehicle coming on the opposite direction just moves to the side (yes, sometimes this means literally out of his lane) so that the bus could go faster. Crazy driving seems to be part of the city ethos.
But Hanoi is a lot more than just motorbikes and loads of traffic. It’s about the people and how they live. It’s about the local food shared by locals sitting on tiny stalls on any sidewalk. And it’s about glimpses of a past life that the city had, its colonial architecture mixed along with the many discreet temples and pagodas.
The Old Quarter managed to keep this well balanced. Even though there’s some gentrification signs, you can still visit a local market, eat local food and admire the beauty of the city with no aspirations to please any western tourist.
One of the other things we truly recommend is a museum hoping trip. If you want to understand better why the city and the country is the way it is now, a trip to the war museum is a must. And if you’re tired of all the bars and hectic old quarter at night time, or if you simply want something more relaxing, don’t miss a walk around the lake. As the night falls, the scenario totally changes and it’s quite impressive. Believe or not, all of the sudden you feel as if you were on a different city. A certain glare on modernity comes out of the shiny lights and transports you to somewhere else.
If the first part of our stay in Hanoi was mostly site seeing, the second was all about volunteering work. We decided to teach English to young children. Not truly altruist though. Of course we knew how rewording it would be to work with these kids but we wanted to also learn from them too.
One of the most interesting experiences was a weekend on a pedagogic farm. The main goal was to help the younger ones to feel confident when speaking in english. Most of them learn it from school which doesn’t necessarily means they are able to communicate fluently. But they have the will to learn. We can’t even begin to explain how many children interacted with us on that weekend. As if we were special, these young boys and girls would come to us and simply start talking. At first a bit shy, but within an hour or so we were holding hands, playing games, singing (pretending to) songs in Vietnamese and so on! Forget about how tired you feel from walking miles while traveling, nothing makes you feel as exhausted as being around these little angels for 2 days!!!
At the end, the experience was amazing!
There’s something else we got a chance to try that we don’t think we would if it wasn’t for this: actual Vietnamese food. And I say it we pride. Not your tourist version of local food. This was the actual thing. Hot Pot. If you never heard of it, you should. If you never tried it, you clearly don’t know what your missing. I won’t go into details on this one, but I’ll say this: if you can think of a Vietnamese road being crowded, confusing, busy and somehow beautiful, just think of Hot Pot on those terms. We had the chicken one. An experience to remember as long as you’re able to ignore where the food comes from/ how it was slaughtered/ in what conditions it was stored/where it was prepared (remember many restaurants still chop their meat on the side of the road, literally about 20cm from the pavement)!
As you know we are traveling around South East Asia so rainy season is something we had to consider which was why we decided not to extend our stay in Vietnam and travel to Philippines before end of May comes!

 

Tip: Find a local coffee shop and experience the egg’coffee. It’s creamy, sweet and it almost tastes like dessert. For those of you (like me) who are not a big fan of coffee, there’s also egg-chocolate. Hmmm delicious! We went to this place, Cafe Giang.

A brief summary of our costs for 8 nights:

  • Lodging: 100 USD
  • Food: 163 USD
  • Transport: 9 USD
  • Misc: 14 THB

Total: 286 USD

See you in the Philippines!


Welcome to Hanoi!

Esta é a cidade mais movimentada onde estivemos até agora, Hanoi mantém-se igual ao que foi. O seu passado socialista é ainda presente e talvez por isso sentimos que o tempo parece ter parado. Os edifícios de fachada estreita, com apenas 2 ou 3 pisos são os de outra época, as ruas são na mesma vividas pelos locais como eram d’antes, a comida preparada e cozinhada como outrora.

Até determinado ponto as pessoas vivem como viviam. Vale a pena ter isto em conta: esta é a capital do Vietname, no entanto, não se sente que o século XXI tenha aqui chegado. Isto significa que quem decidir visitar esta cidade verá uma parte do mundo com uma perspectiva diferente. As pessoas vivem doutra forma, vidas mais simples talvez e o tempo parece passar mais devagar. Por outro lado, quem visita sente também o lado negativo deste regredir no tempo. A falta de serviços básicos, a falha absoluta nas condições de higiene (nas ruas da capital vê-se gente a catar piolhos), salubridade e cuidados sanitários (carne, de todas as espécies, ao ar, com 32 graus cá fora, cheia de moscas), a ausência de noções primárias de civismo, sendo que ver lixo a voar da porta das lojas directamente para a rua é uma cena vulgar.

Ficamos na zona de Old Quarter, uma espécie de bairro histórico, uma área bastante movimentada e preferida entre turistas mas que, apesar de tudo, continua a ser bastante genuína. A essência do Old Quarter prevalece, o seu carácter comercial ainda lá está, as ruas mantêm os nomes daquilo que outrora vendiam, mas o mais surpreendente é que muitas destas lojas ainda vendem os mesmos produtos! O atraso evolutivo que mencionamos acima reflecte-se aqui também. Como uma grande parte dos nomes internacionais e marcas continua sem ter chegado a Hanoi, o comércio tradicional subsiste, um tanto ou quanto tosco. Aos olhos dos mais nostálgicos, a beleza sobressai pelo sobreviver destas gentes e suas lojas.

Um outro aspecto característico da cidade é a ausência das regras de tráfico. Sendo Hanoi como é, atravessar a rua requer, digamos, técnica. Os carros não param em quaisquer passadeiras (sendo que as que têm semáforos possam por vezes ser a excepção). A lógica aqui aplicada é tão simples quanto isto: após olhar para ambos os lados, avalie o momento exacto em que será possível dar os próximos dois ou três passos. Atravesse. Certamente será entre motas, carros, tuk-tuks, gente, muita muita gente. Após uns dias de sustos, sentimo-nos capazes de atravessar sem grandes problemas.
Apanhamos o autocarro a maior parte das vezes. Não havendo metro, esta é uma forma barata e eficiente de nos deslocarmos. Apesar de serem autocarros velhos, a rede funciona bem e permite chegar à grande maioria dos sítios. Não se poderá, no entanto, dizer que seja uma forma segura de transporte. Aconteceu-nos estarmos numa zona rural de Hanoi, num autocarro com mais de 50 crianças a bordo e o condutor parecia ser dono de ambas as faixas. Quando era necessário ultrapassar, a faixa oposta passava a ser dele, a buzina funcionava como forma absoluta de indicar e o carro que viesse na direcção contrária simplesmente se colocava na berma. De loucos!
Mas Hanoi é muito mais do que só trânsito, motas e confusão. É também, e acima de tudo, das pessoas e do modo como elas vivem a sua cidade. É a comida local, partilhada por gente sentada em bancos pequenos em todo e qualquer passeio, na berma da rua. E é um vislumbrar de outra época, da sua arquitectura colonial misturada entre templos e pagodas, de outra vida.

O Old Quarter foi capaz de se ajustar bem. Apesar de haver sinais claros duma gentrificação derivada do turismo (ocidental e asiático), é ainda possível visitar um mercado típico, comer comida vietnamita a sério e sentir a beleza da cidade sendo igual a ela mesma. Não há quaisquer aspirações de seguir uma massificação ocidental, não se vêem MacDonalds ou marcas de contrafacção nos mercados. Hanoi simplesmente é igual a si mesma e a maior parte das vezes não procura agradar ao turista.

Uma das coisas que mais recomendamos é uma visita aos diferentes museus da cidade. Ao visitar o museu da guerra percebe-se não só o seu contexto no passado mas também um pouco da razão das coisas serem como são em Hanoi, comparativamente com Ho Chin Min. E quando estiverem cansados da zona dos bares e da loucura que o Old Quarter pode ser depois do pôr-do-sol, ou se simplesmente procurarem algo mais tranquilo, vale a pena uma visita junto ao lago. Mal começa a escurecer, o cenário muda totalmente, as luzes dão-lhe um certo ar de modernidade e a percepção que temos da cidade subverte-se! De repente, sentimo-nos numa cidade cheia de luzes e leem-se as silhuetas dos (poucos) prédios mais altos.

Se a primeira parte da nossa estadia foi, acima de tudo, para visitar e conhecer a cidade, a segunda foi mais dedicada ao voluntariado, decidimos ensinar inglês a crianças. Não foi algo totalmente altruísta, sabíamos que iría ser recompensador trabalhar com estas crianças mas também porque sabíamos que íamos aprender com elas. Uma das experiências mais interessantes foi o fim de semana passado numa quinta pedagógica. O principal objectivo da nossa presença aqui era a interacção com os mais novos, ajudando-os a se sentirem mais confiantes em inglês. A maior parte deles tinha já aprendido alguma coisa na escola mas não o suficiente para se sentirem capazes numa conversa informal. No entanto, eram crianças cheias de vontade de aprender! Não é sequer possível quantificar o número de miúdos que interagiram connosco neste fim-de-semana em particular. Como se fossemos aves raras, meninos e meninas juntavam-se à nossa volta e começavam a falar. No início um pouco envergonhados mas em
menos de uma hora já estávamos de mãos dadas, a jogar, brincar e cantar (supostamente) canções vietnamitas. Esqueçam qualquer nível de cansaço que possamos ter sentido por carregarmos mochila às costas, viajarmos por horas seguidas; nada se equipara ao esgotamento que sentimos aqui, rodeados de miúdos que, claramente estavam a adorar a atenção!
No final, podemos sem dúvida dizer que foi uma experiência incrível!

Há também algo que veio por acréscimo a este voluntariado, a possibilidade de experimentar algo que doutra forma certamente não teríamos experimentado: comida vietnamita. Não uma versão para turista mas a verdadeira. Chama-se Hot Pot e assemelha-se a uma caldeirada. Se nunca provaram, deviam. Não vou entrar em detalhes mas posso dar-vos esta metáfora: se pensarem na loucura que são as ruas no Vietname, confusas, caóticas, a miscelânea de coisas que se passa num só lugar… Hot Pot é talvez a versão culinária disso. Comemos o de frango. Mais uma vez, uma experiência para recordar desde que sejam capazes de ignorar de onde a comida vem/ como foi abatido o animal/ quais as condições de armazenamento/ onde foi preparado (relembrando que em muitos restaurantes não só a louça é lavada em bacias na rua mas também a carne é cortada na berma do passeio, a cerca de 20cm do chão!)

Como alguns de vocês sabem, estamos a viajar pelo sudoeste asiático e portanto temos de considerar a estação das chuvas que se avizinha. Por isso decidimos não estender a nossa estadia no Vietname para que pudéssemos estar nas Filipinas até ao final de Maio.

Dica: Procurem uma coffee-shop tradicional e peçam um egg-coffee. Cremoso, doce e praticamente uma sobremesa de tão bom! Para os que preferem a versão chocolate, também lá há, m-a-r-a-v-i-l-h-a! Nós fomos a este sítio: Cafe Giang.

Um pequeno sumário dos nossos gastos para 8 noites:
  • Alojamento: 100 USD
  • Alimentação: 163 USD
  • Transportes: 9 USD
  • Diversos: 14 USD

Total: 286 USD

Vemo-nos nas Filipinas!


Welcome to Cambodia!

We were still on the plane and, as we were reaching Siem Reap, looking out from the window all you could see was green. As if the city came out of it, as if it was rising from the jungle.

We were still on the plane and, as we were reaching Siem Reap, looking out from the window all you could see was green. As if the city came out of it, as if it was rising from the jungle.

With all the visa arrangements covered by the new e-visa online application, the arrival was smooth. But just as we got a step out of the airport we realized what we have heard was true: all things are paid in US dollars, regardless of the place, from the hotel to the local shops, restaurants and even the tuk-tuk driver, everything is paid in a foreign currency and the small change given back in Cambodian Riels. This not only increases the price of any products/ services, it also keeps a stable currency on a country that is poor. But because 100USD is equivalent to ~400mil KHR it’s not hard to predict that by the end of day one your pocket is full of almost worthless bills.

Siem Reap is relatively small at its core which makes it very important to stay central. With high temperatures during this time in the year, any small distances can become a pain. Nevertheless, we wanted to see the city. It is very impressive to see how so many buildings are still present, remains of a colonial time, some in better conditions than others but in any way impressive. Even in our days it is possible to see a will to keep this European style in new buildings and certainly an effort to maintain the old ones.
These three days in Siem Reap were a good way to escape from the busy cities and, in all fairness, our only item on the list were the temples.

The trip to see the temples implies some preparation, either on the day before or early on the same day. Tickets are available from 5:30pm for the day after or at 5:30am on the same day. Knowing how long these queues can get we decided to wake up early. The 1day ticket costs 37USD and it is only available from the official ticket office (careful with fake ones). A pre-booked tuk-tuk driver will also save you time and money (costs aprox. 20USD) and its a valuable experience since they will be able to get you to the right place without any trouble.

All the nightlife (as is the daylife) is in and around Pub Street and the Night Market, pretty much the city centre. Pub street is all about dining and drinking places, there’s so many options that most are not even half full. These places are dedicated to tourists and not a lot more than that. With well designed restaurants and good quality restaurants, you can definitely feel this place is catering for its main market. Not only the places look nice, the food and the are also good. Not as cheap as one would expect for Cambodia nor its neighboring countries, 9USD per meal/person is the price you get for eating in this main area (no alcoholic drinks included on this price). Siem Reap being somewhat under develop according to western standards, this area is also were you can get more services.

For those backpacking, this is an expensive city, prices are substantially high for the place itself and, even though it is a World Heritage site, there’s clearly a lack of services – it took us an hour and a half to find a place to print something. Nevertheless, it is absolutely worth visiting, in particular if combined with a joint trip to countries next to it, like Laos, Vietnam and Thailand. Or perhaps by adding a few days to your vacations and escaping to a more exotic destination, the beaches to the south, as Koh Rong.  This last one we missed it, but will for sure visit it on a next time!

Tip: There’s a whole side business by the temples (and even by the ticket office) selling long pants, scarfs and similar items for ladies who might not be fully covered. Prices are high and it’s a totally unnecessary expense, just be sure to cover your knees and shoulders before heading to the temples and you’ll be saving some dollars.

A brief summary of our costs for 3 nights:

  • Lodging: 46 USD
  • Food: 152 USD
  • Transport: 20 USD
  • Misc: 12 THB
  • Entertainment: 92 USD

Total: 310 USD

See you in Vietnam!


Ainda antes de aterrar em Siem Reap, a primeira imagem com que ficamos do Cambodja foi a imensidão verde e densa deste novo destino. A cidade em si parece gravada nesta mancha verdejante.

Todo o processo do visto foi relativamente simples, tínhamos tratado da documentação online através da nova aplicação e-visa cambodia. No entanto, logo à saída do aeroporto constatamos aquilo de que já tínhamos ouvido rumores: os preços estão todos em dólares, seja onde for, do local mais turístico, ao mais rural possível, claramente uma forma menos agressiva de conseguirem inflacionar um bocadinho os valores e manter os dólares num país onde a moeda pouco vale, 100USD são 403mil KHR. De um modo geral, os pagamentos são feitos em dólares e os trocos dados na moeda local. Como resultado, ao fim do primeiro dia havia já um bolso cheio de notas a valerem perto de nada!

Em Siem Reap não existem transportes públicos, existem sim táxis e um exagero de tuk-tuk’s por todo o lado. Como o núcleo da cidade é relativamente pequeno, é realmente importante escolher um hotel bastante central, nós ficamos a cerca de 1km o que se torna longe para uma deslocação a pé a meio da tarde na hora de maior calor. Apesar das temperaturas estarem altas nesta altura do ano e a humidade ser imensa, é impossível não querer ver a cidade; são imensas as referências ao seu passado colonial, onde casas e hotéis de décadas passadas se mantêm, uns melhores, outros já em declínio. O esforço e vontade para manter estes edifícios é notório e vê-se ainda uma certa continuidade de um estilo europeu que é, ainda nos dias de hoje, seguido.

Os três dias em Siem Reap serviram para descansar, além da ida aos templos e de deambular pela zona mais urbana, pouco mais tínhamos na nossa lista. Começamos então pela atracção principal, Angkor Wat.

A visita aos templos implica uma certa preparação. Seja no dia anterior à visita a partir das 5h30 da tarde ou no próprio dia de manha bem cedo, as filas para compra de bilhetes podem se tornar longas bastante rápido por isso decidimos madrugar e estar nas bilheteiras às 5h da manha. O bilhete só pode ser comprado na bilheteira oficial (atenção às falsificaçoes) e, à parte do esforço de acordar a horas impróprias, tudo o resto vale a pena. Compramos a entrada para um dia, custou 37USD/pessoa. Achamos que o bilhete de um dia seria suficiente. Daí seguimos com um tuk-tuk pré marcado no dia anterior que nos levaria a todos os sítios. Custa cerca de 20USD o dia, e a presença dele é praticamente indispensável. Podem sempre alugar uma bicicleta mas para além da distância até aos templos ser grande, a área deles também o é.
Mal chegamos, ainda com a luz do amanhecer, descobrimos os templos com os primeiros raios, o que é ainda mais incrível pelo facto de a quantidade de turistas ser consideravelmente menor do que esperávamos. Umas quantas dezenas, que tendo em conta a amplitude do espaço, não é mau.

Os templos que visitamos foram aqueles que sabíamos ser os principais, Angkor Wat, Angkor Thom e Ta Prohm, são autênticas obras-primas de um detalhe e rigor impressionantes. O primeiro é sem dúvida o mais bem conservado, onde se percebem melhor os diferentes espaços e componentes da obra mas apesar disto, não é de todo o maior. Toda esta área está considerada Património Mundial e por isso não quisemos deixar de aproveitar a envolvente, que no fundo se caracteriza por uma zona bastante verde, onde é fácil ficar embrenhado na aura que ali se sente. Tudo isto faz com que a visita se torne ainda mais especial.

A animação nocturna centra-se por completo na Pub Street e no Night Market, precisamente no centro da cidade. O primeiro como o nome indica, é uma rua cheia de restaurantes e bares, edifícios antigos restaurados com um bom gosto, restaurantes com qualidade, desde o serviço à comida. Os preços rondaram os 9USD por refeição/pessoa. Não é tão barato como em alguns países vizinhos mas a qualidade é superior já que a cidade se foca essencialmente nos turistas. Esta área é a única talvez um bocadinho mais urbana, onde podem encontrar mais animação e serviços.

Para quem anda a viajar de mochila as costas Siem Reap é caro, os preços são claramente muito altos para o local e apesar de ser Património Mundial da Humanidade ainda há uma falha clara nalguns serviços. No entanto, vale a pena a visita, em particular se for enquadrada numa descoberta dos países vizinhos e/ou se envolver uma estadia nas praias a sul, Koh Rong. Para nós, este último destino ficará para uma próxima vez!

Dica: Há todo um negócio paralelo junto aos templos de venda de lenços, saias compridas e calças e afins para que as mulheres (e os homens também) estejam de ombros e joelhos cobertos. São gastos que podem ser evitados, em particular pelo custo inflacionado.

Um pequeno sumário dos nossos gastos para 3 noites:
  • Alojamento: 46 USD
  • Alimentação: 152 USD
  • Transportes: 20 USD
  • Diversos: 12 USD
  • Entretenimento : 92 USD

Total: 310 USD

Vemo-nos no Vietname!


Amazing Thailand! ❤︎

“Its easy to fall in love with Thailand, these twenty five days weren’t enough to see everything we wanted to see; what we saw will be missed and hard to match. And now we understand why this is one of the top places in the world to visit.”

Twenty five days in one of the most visited countries in the world, Thailand.
We started in Bangkok, an easy start for us, somehow familiar, close to home, Dubai, and a place that has plenty to offer for a limited budget.

This urban jungle with undefined boundaries is such an incredible place to visit, for all that you can see and assimilate from only walking on the street. From the markets and the smells you can smell, to the many many colors, and the concrete everywhere, these are the contrasts that somehow seem to make sense here.

Bangkok doesn’t pleases everyone, you either like it or not. But we just simply loved it.

Phuket came after and we stayed in Patong.
Despite the high expectations for this place, it really left an negative impact on us. Crowded places, not so pleasant beaches, far from the postcard image. The town centre, old, dirty and gentrified, has more MacDonalds per square meter than you can possible imagine and it really doesn’t offer much more.
A part from the 5 star resorts, which are somehow secluded from these areas, Phuket offers low quality in most of the things and its tourism is a reflection of it.

Phi Phi island was the next destination and suddenly everything you’ve ever imagine this place could be it’s there. Here you actually feel disappointed with the photograph because it can’t possible make it justice. The beaches, the landscape, the nighlife, the right vibe, the diving spots – all the ingredients are here.

Koh Samui came after, roughly 8 hours on a ferry/bus/ferry long trip.  A much less touristic place, it divides itself in 3 main areas, Chaweng, the centre of the island, a crowded place, a mix of long beaches and many bars/pubs, at relatively low prices and low quality, Lamai and Choeng, identical but slightly better, and then there’s Bophut, ideal for those who wish to take a break of all the chaos, probably where we’ve seen more European people.

A few days and we decided to go to Koh Phangan. Without many expectations, it turnout to be a wonderful surprise… An incredible spot, much more than just the ‘Full Moon Party’ island, this is an outstanding beautiful place, with charming beaches and overwhelming landscape. More rural, green and hilly, less touristic; there’s definitely two modes, the ‘Full Moon Party’ and the normal mode. If we had to pick the beach, it would be here, waterfalls in the middle of the jungle, and monkeys coming out of nowhere!!! Without a doubt, a place not to be missed out.

Its easy to fall in love with Thailand, these twenty five days weren’t enough to see everything we wanted to see; what we saw will be missed and hard to match.
And now we understand why this is one of the top places in the world to visit.

We spent 20,430 THB (594 USD), and average of 23.75 USD/ day, including domestic trips, tours, food and lodging (not dorms).

And now Cambodia, see you in Siem Reap!

 


 

Vinte e cinco dias em um dos países mais visitados do mundo, a Tailândia.
Começamos a nossa viagem no final de Março em Banguecoque, relativamente perto do nosso ponto de partida, o Dubai, achamos que seria um bom começo por já nos ser familiar e sabermos o que nos poderia oferecer por um budget simpático.

A selva urbana que é Banguecoque , não tem limites definidos e por isso se torna tão incrível de conhecer à medida que se assimila tudo o que se vê na rua! Dos mercados aos cheiros ao passar pelas comida de rua, as cores vibrantes e o betão! São contrastes absolutos numa cidade onde fazem sentido.

Banguecoque não é cidade para meios termos, ou se adora ou se detesta. Nós adoramos.

Em seguida veio Phuket e ficamos em Patong.
A impressão com que nos deixou foi pouco positiva, uma praia caótica e longe de ser um paraíso digno de postal, um centro de cidade sujo, velho e descaracterizado.
Phuket, Patong beach é um sítio a evitar que, com a excepção dos resortes de 5 estrelas longe da confusão, foi forçado a servir um público muito específico, de orçamento curto e pouco preocupado com qualidade.

Chegados a Phi Phi island, e aquilo que se espera está realmente ali, a ilha tem aquilo que mostra a fotografia e muito mais, praias e paisagens de cortar a respiração, oferece tudo nas doses certas, praias, mergulho, vida nocturna, restaurantes e boa onda.

Koh samui, a 8 horas de autocarro e ferry, é uma ilha menos turística. Divide-se em 3 áreas  principais, Chaweng, o centro da ilha, confuso, numa mistura de muita praia e muita noite a preços baixos, Lamai e Choeng, muito idênticos mas já com alguns hotéis e resortes mais luxuosos (principalmente o último) e por fim Bophut  ideal para quem procura qualidade, este é o sítio certo para descansar uns dias de toda a confusão que é a Tailândia, talvez a zona onde vimos mais europeus.
Seguiu-se Koh Phangan que, sem esperarmos, se revelou uma bela surpresa…É simplesmente incrível, muito mais do que a ilha das “Full Moon Party” não só pelas suas praias lindíssimas mas também pela paisagem e pela selva. Mais rural, mais verde, mais montanhosa e talvez menos formatada para o turismo.
A ilha tem dois modos, quando há as Full/Half Moon parties e quando não há. Tem das praias mais bonitas que vimos na Tailândia, cascatas no meio da selva e boas surpresas, como estar a voltar de mota ao final da tarde por estradas que dividem a selva do oceano e de um momento para o outro virmos macacos por todo o lado. Sem dúvida outro destino a não perder.
É fácil gostar da Tailândia, foram 25 dias, ficamos longe de ver tudo o que queríamos ter visto, o que vimos vai deixar saudades e percebemos facilmente a razão de ser dos destinos do mundo mais visitados.
Gastamos nestes 25 dias 20,430 THB (594 USD) temos uma média de 23.75 USD por dia, este preço já tem incluídas viagens entre os diversos sítios, alojamentos e sem nunca ficarmos em dormitórios.
E agora vemo-nos no Camboja, Siem Reap!

Welcome to Koh Samui & Koh Phangan!

The French village of Thailand & the island of mind blowing landscape! Koh Samui and Koh Phangan are two distinct places and we loved them both…But Koh Phangan gets the golden medal.

The trip from Phi Phi Don to Koh Samui was perhaps the first experience of rough travelling we had. We left Phi Phi island at around 10:30, took the ferry to Krabi, then from Krabi to Surat Thani a long bus journey (something like an school trip excursion…). Then ferry again to Nathon pier in Koh Samui. Once there, we got one of the very useful taxi-bus called “songthaew”. The “normal” taxi takes you directly to your hotel, this one costs a fraction of the other one (100THB/person) and goes around the island with about 10 people at a time.
As we went around the island it was easy to understand Koh Samui had also been taken by the disease that affected Pathong, though things here were a lot more rural. Still, we had the massage, the dodgy night places, the crappy hotels, side by side with broken sheds selling a bit of everything on the edge of the road.
We can’t complain. We stay in one of the best places, Bophut. Bophut is different from the sister villages of Chaweng, Choeng, Lamai, etc. Different because is substantially better. A quiet fisherman’s village, this is a gorgeous place. Everything is much cleaner, nicer, better organised and stylish than anything we’ve seen in Thailand. To be quite honest, it is so due to the fact it is “occupied” by French people. And you can feel it. Not only because it is the main language spoken (a part from Thai) but also because of its glamour. There’s local design shops, there’s high end restaurants on the beach, there’s a certain charm you recognize from the small similar villages one would find in Europe. Even its architecture is different. It’s loaded with a high end non-pretentious tourist type, people seem relaxed, walking up and down the fisherman pedestrian street with their families. Bophut was a really nice surprise. The beach is not amazing, even though now is more used by tourists than anything else, you can still tell this was a fishing area, the water is not clear and the sand is not white (or gold as you prefer). Mae nam was better in that since and so was the Silver Beach. This last one is not too big but it is really worth going. Both within a motorbike decent distance, something like 15 to 20min.
A few nights here and we felt it was enough. We knew there were a few options on the table, budget and duration being what distinguish them. Koh Tao, one of the famous places for snorkelling and diving. Worth going and staying for at least a couple of nights. Might even be better to go straight there from Surat Thani.
Ang thong Natural Marine Park,  a daily tour with the option of camping for the night. We heard a lot of nice things about it, it is definitely on our list for next time.
Last but not least, Koh Phangan. This one was our choice. Only a short ferry trip away (300THB from Lomprayah pier).
As you arrive here you understand how underrated this place is. Known for the full moon parties every month, the island is way more than that. A lot less touristic than the other places we’ve been, Koh Phangan seems to still have many untouched places. Don’t get me wrong, there’s definitely still an entire population here that lives out the people coming for these moon parties but because not much tourism exists beyond this, it still remains in a pristine state.
The central part of the island is a dense jungle with small bungalow style houses, people who decided to stay and let the rest of the world happen somewhere else. Here the coconut trees are so big and majestic that they cast a shadow on the narrow road making the journey much easier. Along the way there’s cows and chicken, elephants and monkeys, a waterfall and one of the most impressive and beautiful landscapes I’ve ever seen. Mind blowing.
Contrary to what you could expect, the half moon is known to be better than the ful moon party, not so many teenagers and a more authentic experience they say.
As for the beaches, we stayed in the so called busy area, Haad Rin, since this was not full-moon week we thought it would be safe. We were lucky. The place had all the amenities one could need, the room price was brilliant (we stayed at the black and white hotel 500 THB/night – extra points for the swimming pool) and the beach was absolutely gorgeous.
The beach to the north of the island Maehaad is also worth the trip, a more quiet area with a peninsula kind of island that allows you to go across when the tide is low.
One of the things we most recommend is to rent a motorbike. This will allow you to explore the island, up and downs the steeply roads. You’ll find yourself stopping along the way for postcard-type photo with breathtaking views.
We left the island feeling that we should come back, it was a place to remember.

Tip: The supermarket chains 7/11 and Family Mart have amazing ham&cheese toasts at a really nice price, they also have pre-cooked meals that can be heated directly in the shop – a money saver!

A brief summary of our costs for 7 nights:

  • Lodging: 4,367 THB
  • Food: 2,828 THB
  • Transport: 2,230 THB
  • Misc: 70 THB
  • Entertainment: 950 THB

Total: 10,445 THB (303.83 USD)

See you in Siem Reap!


Uma vila francesa na Tailândia e uma ilha com uma paisagem de cortar a respiração! Koh Samui e Koh Phangan sao dois lugares distintos e nós adoramos os dois…Mas Koh Phangan ganha a medalha de ouro!

A viagem das ilhas Phi Phi para Koh Samui foi talvez a primeira experiência de viagem um pouco mais dura que tivemos. Saímos das Phi Phi por volta das 10h30, apanhamos um ferry até Krabi, depois uma longa viagem de autocarro a 60km/hora de Krabi até à outra margem, Surat Thani (uma daquelas viagens tipo excursão da escola…). Em seguida apanhamos um outro ferry, desta vez até Nathon pier, Koh Samui. Uma vez lá, existe uma espécie de táxi-bus, os “songthaew”. Um táxi dito normal leva-vos directos ao hotel, este custa uma fracção do preço (100THB/pessoa) mas dá a volta à ilha com cerca de 10 pessoas numa carrinha de caixa aberta.

À medida que fomos dando a volta à ilha foi fácil de perceber que Koh Samui tinha as suas parecenças com Pathong apesar de que aqui tudo fosse bastante mais rural. Ainda assim, tínhamos as “massagens”, bares duvidosos, hotéis manhosos, lado a lado com barracas de lata na berma da estrada a vender um pouco de tudo.
Não nos podemos queixar. Ficamos no melhor sítio, Bophut. Bophut é diferente das vilas vizinhas de Chaweng, Choeng, Lamai, etc. Diferente acima de tudo por ser substancialmente melhor. É uma pequena vila de pescadores, absolutamente encantadora. Tudo é muito mais limpo, mais bem organizado, mais bem pensado que qualquer outro sítio que tivéssemos visto na Tailândia. Na verdade, e dando os devidos créditos a quem os merece, tudo isto é verdade porque esta vila está verdadeiramente “ocupada” por Franceses. E é fácil de perceber isso, não só porque é a língua que se ouve praticamente em exclusivo na rua mas também pela forma como as coisas estão cuidadas com imenso esmero. Há lojas super charmosas, restaurantes com imenso bom gosto mas no geral um certo charme que se reconhece de qualquer pequena vila de pescadores na Europa. Até a arquitectura é diferente, bem como os turistas e alguns que já deixaram de o ser, as pessoas parecem andar com alguma leveza nesta rua pedonal que corre junto ao mar, onde porta sim, porta não, há restaurantes a servirem refeições em cima da praia. Bophut foi uma surpresa muito simpática. Mas falando em praia, não podemos deixar de dizer que, na verdade, esta não é maravilhosa. Apesar ser bastante usada por turistas, percebe-se que esta era uma zona piscatória, a água não é transparente e a areia não é branca ou fina. Mae nam, um pouco mais a noroeste, é bem melhor, assim como é a Silver Beach. Esta última, ainda que não seja muito grande, vale bem a pena visitar, faz uma espécie de baía e é mesmo encantadora. Ambas são relativamente fáceis de chegar de mota, cerca de 15 a 20min.
Algumas noites aqui e achamos que já chegava. Haviam algumas opções em cima da mesa, sendo que a distância e o custo eram o que as diferenciava. Ouvimos falar super bem de Koh Tao, um dos sítios mais famosos para snorkelling e mergulho. Vale a pena ficar por umas noites e quem sabe até ir directo de Surat Thani (evitando mais horas de ferry).
O parque natural marítimo de Ang Thong era outra possibilidade, sendo que este é mais um passeio de um dia, ainda que haja a opção de ficar a acampar por uma noite. Este ficou na nossa lista para uma próxima vez.
Por fim mas não menos interessante, a ilha de Koh Phangan, que foi a nossa escolha, sendo que estava apenas a uma curta distância de ferry (300THB de pontão de Lomprayah)

Logo à chegada fica fácil de ver que este sítio está bastante subestimado. Conhecida essencialmente pelas Full Moon Parties, há muito que isso nesta ilha. Bastante menos turístico que a maioria dos outros locais, Koh Phangan tem muitas partes ainda super selvagens e por descobrir. Não quer dizer que não haja uma população inteira que viva à custa deste turismo das festas Full/Half Moon, mas ainda assim continua bastante intacto e com muito por explorar.
A parte central da ilha é uma selva densa com a excepção duma estrada estreita que liga a parte sul ao norte, onde se vêem algumas casas tipo bungalow com gente que decidiu ficar e deixar o mundo acontecer noutra parte qualquer. Aqui as árvores de côco são altas e majestosas criando sombra na maioria do caminho. À medidas que vamos avançando vemos galinhas, vacas, elefantes (!!!) e macacos, quedas de água e uma paisagem arrebatadora, das mais bonitas e exóticas que já vimos. De cortar a respiração!
Contrariamente ao que se possa pensar, a melhor festa é a half-moon, não só por ser menos popular entre teenagers, mas acima de tudo por ser na selva e a experiência ser mais autêntica (bilhete online 1100THB).
Em termos de localização ficamos na suposta área mais conhecida, Haad Rin, já que não sendo semana de festa, sabíamos que seria seguro. Tivemos sorte. O sítio tinha tudo o que podíamos precisar, o preço do quarto foi fantástico (black & white hotel, 500THB/noite – pontos extra pela piscina) e a praia era realmente maravilhosa. Como não estava imensa gente e o envolvente era lindíssimo, esta foi talvez das praias que mais gostamos até agora.
A praia mais a norte da ilha em Maehaad também vale a pena visitar, uma zona mais tranquila onde uma língua de areia liga uma pequena ilhota e que dá para atravessar quando a maré está vaza.
Uma das coisas que mais recomendamos é alugar mota. Vale a pena explorar a ilha, sendo que é bastante montanhosa e vão com certeza haver muitas paragens para tirar fotos tipo postal com vistas incríveis.

Deixamos esta ilha a sentir que temos de voltar, não nos vamos esquecer de Koh Phangan!

Dica: a rede de supermercados 7/11 e Family Mart tem umas tostas mistas fantásticas por um valor ridículo e tem também refeições que podem ser aquecida directamente na loja!

Um pequeno sumário dos nossos gastos para 7 noites:
  • Alojamento: 4,367 THB
  • Alimentação: 2,230 THB
  • Transportes: 700 THB
  • Diversos: 70 THB
  • Entretenimento : 950 THB

Total: 10,445 THB (303.83 USD)

 Vemo-nos em Siem Reap!

Welcome to Phi Phi Island!

Phi Phi Island, one of the precious gems of Thailand, it causes such an impact when you arrive, that all you can think is: this place is amazing!

Not only it takes your breath away on its looks, but it also makes you fall in love for its vibe.Let’s put it this way: as we arrived, we noticed immediately there were a lot of western people working at bars, pubs and diving centers and we realized this: these people couldn’t leave! This is such an incredible place, that some people are just not capable of leaving!
And then you find yourself fantasing of a pararel reality where you would just stay there, leaving a simple life, enjoying the weather, the food, the sea and the low-paced lifestyle.

Phi Phi is vibrant and young, it managed to stay authentic and to offer the best without comprosing on its beauty. The central area as you arrive to the pier strenches along that side of the bay and its full of shops and stalls, diving centers, small restaurants and such. On the opposite bay there’s the main night scene, that starts at the beach bars with the fire shows, beer pong and rope jumping, and flows perpendicularly where there’s more restaurants, bars, and places to drink. If you’re looking for the spot to be at sunset then Banana bar is where you should go. Then there’s Papaya, a classic within the locals, it offers honest thai food, large size meals at a good price (350THB for 2 – 10,20USD). Its so good that it recently opened a second restaurant on the island. Phi Phi central artery its crazy, its busy but it is not trashy. Hostels, places to drink, supermarkets and even a thai boxing place, the Reggae Bar, coexist in one place. Loads of young people, some seem to have lost themselves there already and also decided to stay. Some are passerby backpackers like us, and then there’s also the families. The good thing about this island is this precisely, it catters to different people. If the central area is more low to medium budget oriented, at north you’ll find secluded 5star hotels, remotely placed on their own private beaches.

We stayed at Phi Phi DonChuckit, close enough to the pier, minutes away from everything, we ended up staying for 8nights. The price is really nice (we paid 850THB/night – 24,80USD) and a part from having to buy mosquito repellent spray, it really suitted us well.

It is relatevely easy to get to places and it does put you in an exploring mode the minute you realise the most beautiful beach is about 30min walking through “light” jungle – Long Beach. If you feel confident on your legs, head to the top and you will reach an amazing view point. Instead of going back from where you came from, just take a break and go for a swim in one of the virgin beaches, Loh Moo Dee Beach, it is truly exotic.

Kayaks are available pretty much everywhere and we really think its a great way to explore the areas you can only reach by sea. Monkey Beach being one of those. If you decide to go for one of the tours that takes you around, Maya Bay, etc, keep this is mind: 1) it not worth going any time a part from 6:30 in the morning (we know, its early!), 2) go on a day that the tide is low in the morning, 3) don’t do the 10 islands, its way too much and after a while they all look the same. We did Maya Bay, Monkey Beach, Viking Cave and Pileh Lagoon (400 THB p/person + 400 THB to enter Maya Bay).

We left Phi Phi Don feeling it will be hard to match such an incredible combination of good vibes with natural beauty.
Now off to Koh Samui (ferry to Krabi, bus to Surat Thani and ferry again to Koh Samui – 700THB for 2 – 20,40USD)

Tip: La Marmita, a family ran Italian restaurant with great prices (300THB for 2 – 8,75USD )and very decent food (really good pizza)

A brief summary of our costs for 8 nights:
  • Lodging: 6,671 THB
  • Food: 4,010 THB
  • Transport: 700 THB
  • Misc: 1505 THB
  • Entertainment: 1,600 THB

Total: 12,886 THB (374.85 USD)

See you in Koh Samui!


 

As ilhas Phi Phi, uma das jóias da coroa da Tailândia, causa tal impacto à chegada que tudo o que se pode pensar é: este sitio é incrível!

Não só é de cortar a respiração como também tem a vibe certa. Para que se possa entender, mal chegamos apercebemo-nos que havia uma data de gente ocidental a trabalhar em bares, pubs e centros de mergulho e foi fácil de entender o motivo: estas pessoas não conseguiram ir embora! Este sitio é tão incrível que faz com que as pessoas não sejam capazes de ir embora!
E não demorou muito para nos colocarmos a nós mesmos nessa mesma realidade paralela, uma realidade onde simplesmente ficávamos ali, vivíamos uma vida mais pacata, aproveitávamos o bom tempo, a comida, o mar e o estilo de vida que nos maravilhou.

A ilha de Phi Phi Don é vibrante, jovem e teve a brilhante capacidade de se manter autentica sem comprometer a sua beleza natural. A zona central que começa logo na doca e se alonga pela baía está cheia de lojinhas, centros de mergulho, pequenos restaurantes e coisas do género. Na baía oposta, a animação nocturna começa na praia mesmo, muitos bares, shows de fogo, beer pong, e outros jogos que envolvam álcool, tudo isto se alonga na perpendicular ao mar, onde surgem mais restaurantes, bares e sítios para beber. O Banana Bar é o sítio certo para um sunset perfeito e não muito longe há o Papaya, um clássico para os locais, onde a comida tailandesa se manteve genuína, onde as paredes cheias de comentários de turistas prenunciam que se vai comer bem. O preço nao é nada mau (350THB para 2 – 10,20USD), e a vida há-de lhes correr bem, já abriram um segundo restaurante com o mesmo nome na rua principal. Esta artéria é loucamente animada, sempre cheia de gente! Há um pouco de tudo, hostels, sítios onde comer, dormir, supermercados e até um bar de thai boxing (kick boxing diga-se), o Reggae Bar, a não perder. Montes de gente nova, uns parecem já se ter perdido aqui e decidiram também eles ficar. Há muita gente como nós, de mochila às costas, percebe-se que aqui passa gente a caminho doutros países e encontra nas ilhas Phi Phi onde descansar. E depois há famílias, umas de reformados, outras com crianças. O bom desta ilha é precisamente isto, a mescla que se junta e que a ilha parece preparada para receber, seja na zona mais central onde se pode encontrar alojamento a preço baixo-médio, seja na parte mais a norte onde ficam grande parte dos hotéis de 5 estrelas, totalmente remotos com as suas praias mega privativas.

Nós ficamos no Phi Phi DonChuckit, um bungalow, relativamente perto da doca e minutos a pé de tudo. Acabamos por ficar por 8 noites, mas podíamos facilmente ter ficado mais! O preço foi simpático (850THB/noite – 24,80USD) e à parte do spray para mosquitos, não temos nada de muito negativo a apontar, tendo em conta a relação qualidade/ preço.

É relativamente fácil chegar a todo lado, não há carros e praticamente não há motas. A ilha deixou-nos em modo “explorador” no momento em que percebemos que havia uma das melhores praias a 30min de distancia, a Long Beach, sendo que para lá chegar há uma selva “light”, com trilho marcado. Se as pernas deixarem, vale a pena continuar depois da Long Beach e seguir para o topo onde existe uma espécie de miradouro que permite ver a ilha por extenso. Em vez de descer pelo mesmo sítio, descemos para o lado oposto da ilha e encontramos uma praia praticamente selvagem, Loh Moo Dee. Verdadeira exótica e muito bonita.

Os kayaks estão disponíveis praticamente em qualquer parte da praia e para nós é uma das formas mais fáceis de a explorar, principalmente porque há zonas que realmente só se chega por água. A Monkey Beach é uma delas e o nome faz lhe justiça. Se por ventura se aventurarem a fazer um tour turístico pelas ilhas, tenham isto em conta: 1) só vale a pena ir a Maya Bay no tour que parte às 6:30 da manha (sim, 6:30…é cedo, já sabemos); 2) ve-se substancialmente mais se a maré estiver vaza, portanto, vale a pena planear com isso em vista; 3) não façam o tour que incluí 10 ilhas, não vale a pena. Nós fizemos Maya Bay, Monkey Beach, Viking Cave e Pileh Lagoon (400 THB p/pessoa + 400 THB para entrada em Maya Bay).

Saímos das ilhas Phi Phi a sentir que vai ser difícil igualar este sítio, tão boa onda e tão bonito.
E agora: Koh Samui (ferry até Krabi, autocarro até Surat Thani e depois ferry até Koh Samui – 700THB para 2 – 20,40USD)
Dica: Restaurante Italiano La Marmita, óptimos preços, comida estilo familiar (para variar da tailandesa) e uma pizza verdadeiramente boa (300THB para 2 – 8,75USD).

Um pequeno sumário dos nossos gastos para 8 noites:
  • Alojamento: 6,671 THB
  • Alimentação: 4,010 THB
  • Transportes: 700 THB
  • Diversos: 1505 THB
  • Entretenimento : 1,600 THB

Total: 12,886 THB (374.85 USD)

Vemo-nos em Koh Samui!